A busca por medir, acompanhar e, principalmente, comprovar o ROI na inovação virou uma espécie de busca pelo Santo Graal. Uma solução milagrosa capaz de reverter o descrédito, reestabelecer a confiança e, principalmente, o orçamento das iniciativas de inovação corporativa.
O estudo "ROI na Inovação – Benchmark Report 2025", conduzido pela Match IT, demonstra que medir o ROI da inovação ainda é uma novidade:
Houve evolução: a pesquisa Estado da Inovação no Brasil (ACE Startups, 2018) concluiu que apenas 25% das empresas calculavam o ROI da inovação à época. Aos poucos, vai se deixando para trás a visão deturpada de que a inovação não estaria sujeita a entregar retorno.
O álibi perfeito
É verdade que medir ROI na inovação é mais complexo, principalmente para iniciativas de mais longo prazo (H2 e H3), dada a incerteza, o time lag e a sobreposição com outras mudanças. Talvez por isso o grande argumento que aparece com frequência seja classificar os benefícios esperados como "intangíveis".
O intangível aparece como o álibi perfeito para justificar projetos sem se preocupar com o ROI. Afinal, os benefícios intangíveis são muitas vezes conceitualmente indiscutíveis a ponto de justificarem grandes investimentos. Como não investir em inovações que melhorem o ambiente de trabalho? Que aumentem a satisfação do cliente? Que criem uma cultura de inovação? Benefícios claros, óbvios — e intangíveis.
Será? Na maioria das vezes, o ROI está a apenas 2 ou 3 perguntas bem feitas.
Da cadeia de perguntas ao retorno tangível
Tomando os exemplos acima:
Pode não ser simples e direto. Pode, dada a natureza exploratória e de longo prazo dos projetos de inovação, ser mais desafiador. Pode exigir o estabelecimento de premissas e parâmetros. Mas pode sim ser estimado.
Se não estimarmos e acompanharmos o ROI, nunca chegaremos a um modelo maduro. E nunca conseguiremos de fato comprovar o retorno da inovação.
O ROI é apenas uma das métricas. Não vai resolver sozinho todos os problemas. Mas pode ser determinante para restaurar a confiança e destravar os orçamentos que podem salvar a inovação.